Sexo e a igreja. Essa é a chamada para a segunda blogagem coletiva do ano da Blogosfera Cristã, desta vez em parceria com o dotCast.Um tema que nos dias atuais vem chamando bastante atenção apesar de ainda passar por certas restrições para ser comentado e discutido dentro da igreja evangélica como um todo.
Aproveitando o Carnaval, momento em que muitos refugiam-se em retiros e acampamentos, convidamos os blogueiros para um momento de reflexão sobre o tema que faz parte da vida de todos nós e que ainda hoje causa constrangimentos o simples tocar no assunto.
A igreja lida de maneira coerente e aberta com a sexualidade? Ou até mesmo para uma reflexão mais conservadora: é necessário que tal assunto seja tratado em ambiente eclesiástico? Os ministérios cristãos que tratam sobre o tema o fazem prestando um serviço bom para a sociedade e igreja ou não passam de uma nova roupagem para um velho discurso? Como não-cristãos enxergam a questão doutrinária relativa a sexualidade? Sexo antes do casamento. Masturbação. Enfim, formas de se abordar o assunto não faltarão.
Conturbado assunto que, cremos ser de grande valia, afinal o cristianismo tem opiniões diversas sobre diferentes assuntos e nada melhor que luz em um tema ainda um tanto quanto obscuro. Participem!
O dotCast abre, em grande estilo, a campanha e as discussões, inaugurando a blogagem coletiva com um podcast bem, diga-se, sexy.
Este é o texto de conclusão do assunto Rótulos. Veja também o podcast e os participantes da blogagem.
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Literalmente, rótulos identificam produtos. Obviamente, nenhum fabricante quer ter seu trabalho confundido com o de outro. E nada mais natural que criar uma identidade rotulando sua criação, permitindo reconhecimento por parte de interessados e fidelização de compradores.
Mas as soluções não costumam ser definitivas neste mundo. Rótulos podem ser mentirosos, falsos ou adulterados. Quem já viu alguns péssimos exemplos de propaganda enganosa de embalagens de produtos alimentícios no blog Coma com os olhos entende bem esse problema. Há ainda o uso de rótulos em táticas de marketing muitas vezes vistas como prejudiciais, como abordou o blog Expedição Mochila em um texto relacionado.
Talvez em parte por esse tipo de uso indevido, usar, por analogia, o termo rotular para o ato de classificar e identificar simplificadamente as pessoas assumiu ares pejorativos. Comentários recentes sobre o assunto, inclusive na discussão gerada pelo tema lançado pela Blogosfera Cristã, mostrou que há quem considere melhor abolir de vez os rótulos.
A maioria, entretanto, admite que os rótulos são inevitáveis, mesmo quando entende que eles são maus. A maior parte dos posts da blogagem coletiva seguiu essa linha, que também foi meio que consensual no podcast do tema. É possível inclusive dizer que rotular é necessário e permite simplificar. “Utilizo rótulos apenas para que me entendam”, resumiu bem o Roberto Soares em seu texto sobre o assunto.
Entendo que rotular não é mau em si. Aprendemos cedo a descobrir nossas afinidades, definí-las e procurar quem tem afinidades com o mesmo “rótulo”. Pode ser assim com o esporte favorito, a banda preferida, o estilo de se vestir, o tipo de jogo, o camping, o alpinismo, a astronomia… e a fé. É impossível não perceber que alguém pensa de modo divergente de nós, e é impossível não querer estar perto de quem se parece conosco. Rotular envolve essas questões, mas não necessariamente deve separar os que são diferentes.
Classificar, rotular e identificar lembra ordem e simplicidade. A falta dessas coisas lembra o caos. A falta de rótulos complicaria os diálogos, discursos e textos em geral. Toda vez que fosse falar sobre um aspecto de si, como a fé, uma pessoa levaria longos minutos que poderiam ser encerrados em uma única expressão “rotulada”.
Os problemas que uma definição simples pode gerar estão no preconceito, e não na definição em si. Ao invés de entender que os rótulos deveriam expressar o que há no interior de algo ou alguém, achamos que os rótulos criam o conteúdo. Ou zombamos usando rótulos, e usamos como identificação daqueles que odiamos. Ou pior: damos às pessoas rótulos que são nossos por direito por que não gostamos deles. Como sempre, usamos mal nossos instrumentos e ferramentas e transferimos para estes nossa responsabilidade.
Portanto, é preciso cuidado ao encerrar uma pessoa, um coisa, um grupo ou um conceito sob um rótulo. Além da possibilidade de segregar, o rótulo deixa marcas mesmo depois de removido, como disse o Ricardo no primeiro podcast. Por tudo isso, “rotular deve ser feito com acuracidade, misturando inteligência com amor”, como disse o Charles “Phoenix7″ Fernando em seu blog. Sendo assim, os rótulos cumprirão o seu trivial papel, que é apenas facilitar o conhecimento do conteúdo.
Esta é a lista de participantes que contribuíram com posts na primeira experiência temática promovida pela Blogosfera Cristã, cujo assunto foi Rótulos.
Se seu blog participou e não está nesta lista, deixe um comentário ou entre em contato informando o erro, depois de nos perdoar por nosso esquecimento. Certificamos que muitos gnomos admins serão punidos por semelhante falha.
Eis que, após um longo período de espera, estreia o Podcast Blogosfera Cristã, apresentado pelo convidado especial Leo Tody, do videoadoração, contando com a participação dos admins da BC André Mithz, conhecido como o homem sem domínio próprio, Ricardo Oliveira e Thiago Bomfim. Seguindo a nova abordagem do blog da BC, o podcast é parte da campanha temática sobre rótulos que foi abordada durante o mês de Janeiro na blogagem coletiva proposta no começo do mês passado.
Em uma conversa rápida, os quatro senhores que emprestaram suas vozes e sotaques (confira o “pote de Toddy”) para esta gravação discutiram o assunto polêmico respondendo a perguntas e analisando algumas ideias apresentadas por participantes da blogagem coletiva.
Ouça e comente! Porém, atenção! Material experimental! Alto nível de chiado, “é… hum” e qui-que-quá-quil-quil (com ou sem hífen?). Em breve será publicado o post de divulgação dos blogs participantes da blogagem coletiva e o texto conclusivo.
Caso prefira baixar o arquivo de áudio, clique com o botão direito do mouse em Download à direita do player abaixo escolhendo depois a opção “Salvar como”.
Ano novo, novos projetos de vida, novos planos para o ano que se inicia; com esse clima de mudança que se instaura na maioria das pessoas é que anunciamos uma nova fase também aqui na Blogosfera Cristã.
Como principal novidade decidimos fazer com que a participação de todos que são filiados fosse mais colaborativa. Mensalmente escolheremos um tema - no plural pois todos são participantes ativos - e esse tema será destrinchado da maneira peculiar de escrita e de acordo com a diversidade de idéias e conceitos que cada um tem. São as famosas blogagens coletivas, já conhecidas por nós blogueiros. De certa forma, isso já vem acontecendo informalmente, um assunto em comum surge no Twitter e alguns escreve sobre, o mesmo acontece no fórum do Orkut.
Para que as idéias sejam cada vez mais publicizadas em um meio único que permita a inserção de mais pessoas anunciamos a criação do Fórum, onde podemos colocar em prática uma discussão saudável e também sugerirmos temas para os próximos meses assim como discutir assuntos não necessariamente relacionados ao tema.
Pois bem, anunciado o novo formato e a nova ferramenta, faz-se necessária a definição do tema desse mês de janeiro. Nada melhor para começarmos do que um tema que faz referência a todos nós enquanto cristãos: Rótulos. Explico: um tema recorrente em discussões sobre mudanças na igreja é a criação de nichos ou rótulos para definição de cristãos e suas várias linhas de pensamento, nesse sentido, os questionamentos dessa blogagem são: rótulos são necessários? A criação de nichos a partir das rotulações são saudáveis? Enfim fiquemos a vontade para tratar o tema da maneira que acharmos melhor.
Durante o mês (dia 20) teremos uma publicação com um apanhado daquilo que foi comentado e produzido para um posterior repensar ou reafirmar de opiniões. Afinal, a discussão começa mesmo quando todas as opiniões são postas a mesa, desnudas e sem preconceito.
Ainda queremos destacar que estamos revendo o processo de filiação, peço aos que ainda não foram adicionados um pouco mais de calma porque realmente estamos com um certo atraso mas, logo resolveremos.
[UPDATE] Todas as solicitações de filiação pendentes foram regularizadas, ou seja, você que pediu filiação pode confirmar se o blog se encontra no blogroll e o feed nos itens compartilhados do GReader da BC. Senão, por favor contate-nos.
É isso! Espero que gostem dessa nova fase e participem, sugerindo e criando.
Quem quiser a imagem do topo do texto, copie esse código e cole no seu blog.
A equipe da Blogosfera Cristã deseja a todos os blogueiros deste Brasil gigante um ótimo Natal e festas que façam referência real àquele que é Real.
Nas estrelas
João Alexandre
Composição: Ralph Carmichael
Nas estrelas vejo, a Sua mão
E no vento eu ouço a Sua voz
Deus domina sobre terra e mar
O que Ele é prá mim.
Eu sei o sentido do Natal
Pois na história tem o seu lugar,
Cristo veio para nos salvar,
Mas o que Ele é prá mim,
Até que um dia o Seu amor senti
A sua imensa graça eu recebi
Descobri que Deus não vive
Longe lá no céu,
Sem se importar comigo,
Mas agora ao meu lado está
Cada dia eu sinto o seu cuidar,
Ajudando-me a caminhar
Tudo Ele é prá mim.
Esta é a última semana para você participar ao vivo ou pela web do 2° Fórum Nacional do Cristianismo Criativo. O tema desse ano é baseado no novo lançamento da editora W4: “Viciados em Mediocridade?” de Franky Schaeffer.
Assistindo aos dois últimos encontros, que discutiram teatro, dança e composição musical, uma coisa ficou clara: mesmo que o evento em si seja um sinal de esperança, quanto a este assunto, a maioria dos pensadores, dos artistas ali presentes anda sem esperança de um upgrade. Frase comum foi “eu não acredito em dança dentro da igreja” ou “eu não acredito em teatro dentro da igreja”. Estranhamente, estes que proferiam as frases tem sido exatamente referência de boa arte com valores cristãos.
Desde que li “Cristianismo Criativo?” do Steve Turner, tenho a meta pessoal de ser um caçador de coisa boa. Claro que achar boa música é mais fácil, quanto às outras artes é mais díficil. Porém, topei o desafio que fiz a mim mesmo e desde o ano passado a pesquisa tem resultado em ótimas referências. Vamos a elas (apenas contemporâneos, ok? Nada de citar quem já morreu ou aquilo que todo mundo já conhece):
1. DANÇA
“Paredes” - Espetáculo da Cia Rhema
Há alguns anos conheço o trabalho do pessoal da Rhema e é incrível a quantidade de bailarinos profissionais do grupo. Alguns deles largaram tudo e tem se dedicado somente a isso, daí a qualidade. Com problemas ou não, tem feito algo de bastante qualidade. “Paredes” é seu novo espetáculo e eles já apresentaram até na Europa.
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Mosaic Church
Desde que comecei a encontrar algumas coisinhas legais desta igreja na web, a dança durante os encontros sempre me chamou atenção. Ela tem qualidade e, no vídeo acima, a equipe montou uma coreografia de nível interessante com a música “Falling Slowly” do filme “Apenas uma Vez” que foi vencedora do Oscar 2008.
2. MÚSICA
Vamos ficar apenas com brasileiros porque falar dos gringos seria muito fácil…
Paulo Nazareth e sua turma têm mostrado que é possível fazer música boa, cantando sobre as coisas que acredita, sem ser noiado ou com segundas intenções. Crombie tem no time membros da Ig. Presbiteriana de Niterói e ano passado venceu o prêmio de música independente do Jornal do Brasil.
Com influências de U2, Los Hermanos, The Killers, Chico Buarque e afins, essa trupe mezzo capixaba, mezzo mineira, já passou dos 2 mil EPs vendidos em 2008. Qualidade de sobra nas letras (obviamente espirituais e distante de clichês) e no instrumental instigante. Receberão no próximo dia 02 o prêmio de melhor banda cristã mineira de 2008 em evento promovido pela MTV-MG.
Cheios de paixão pela arte e, mais especialmente pelo circo somado à cultura nordestina, o Perambularte surgiu em 2007 quebrando a banca: circo na rua, com malabares, fogo, perna de pau, clown, músicas próprias, percussão e muita coisa boa. Tudo isso, como eles mesmos dizem, “firmado na rocha eterna”.
Conhecia apenas os textos do Tonioli em seu blog até que há menos de 2 semanas pude assistí-lo ao vivo na transmissão do Fórum. O cara manda bem e vale a pena rever o papo com ele.
Quem ainda não conhece os famosos vídeos do Nooma? O que pouca gente talvez preste atenção é na incrível qualidade dos vídeos. E não estou falando aqui sobre que o Bell fala (que também é fantástico), mas especificamente sobre o lado ficcional. Sem clichês, sem erros, com grandes atuações e direção impecável.
O roteiro de “Desafiando Gigantes” é um emaranhado de clichês e fatos previsíveis - não precisa ser muito crítico para saber. Mas a produção merece bastante mérito: quem acredita que ela custou apenas 100 mil dólares? Quem acredita que ele foi filmado todo com recursos da própria igreja? Mesmo com um roteiro fraco, ele é razoavelmente bem filmado. Merece destaque. Coloque uma história boa nas mãos deles que a coisa vai funcionar.
5. LITERATURA
Eis o meu calo. Gostaria de citar aqui algum autor que eu tenha lido e que tenha valido realmente a pena. William P. Young e sua cabana estão na fila de espera. Alguém indica alguma coisa de literatura? E das outras artes?
Houve um tempo em que eu considerava os eremitas reclusos intratáveis, caracterizados principalmente pela obsessão com eles mesmos e pela falta de traquejo social – pessoas parecidas com o Unabomber. Thomas Merton corrigiu meu erro. “Para ser loucos, precisamos de outras pessoas”, explicou ele. “Quando ficamos sozinhos, logo nos cansamos de nossa loucura. Ela é exaustiva”.
Um livro recente de Peter France, Hermits (Eremitas), ajudou a completar o quadro. France desistiu de uma carreira bem sucedida na BBC para se dedicar a uma vida de contemplação em uma ilha grega. Não fez isso como ato de sacrifício, mas sim para buscar a sabedoria que apenas os que vivem em solitude encontram. Viver longe da pressão da opinião popular “confere percepções que não estão disponíveis na sociedade”, concluiu ele.
Santo Antão do Egito, o famoso Pai do Deserto, escolheu a vida de eremita para um contraste deliberado com sua vida elitizada. Depois de 20 anos isolado, sem ver um rosto humano sequer, ressurgiu saudável, equilibrado e cheio de conselhos sábios. Daí em diante, passou a alternar períodos de isolamento com visitas pastorais. France compara esse padrão ao dos cientistas que trabalham sozinhos na busca de cura para doenças fatais.
Claro que não se pode ler sobre eremitas sem encontrar estranheza. Certo monge desejava uma bela mulher. Ela morreu e ele foi até o túmulo, tirou-lhe a túnica e secou com ela os fluidos do corpo da mulher. Com o mau cheiro perto dele, em sua cela, ele dizia a si mesmo: “É isso que você desejava – aproveite bem”.
Há monges que competem em um tipo de Olimpíada asceta, observando quanto tempo conseguem ficar sem alimento, água ou sono. Eles também possuem um método em sua loucura: as privações causam tanto sofrimento que não deixam espaço para pensamentos carnais.
France narra outras histórias que lançam uma luz diferente sobre esses eremitas. Um irmão se gabava de sua disciplina alimentar. O orientador espiritual respondeu: “Não me importa, filho, se você passou 30 anos sem comer carne. Mas quero saber a verdade: quantos dias você passou sem falar mal de seu irmão? Sem julgar o próximo? Sem permitir que seus lábios pronunciassem palavras vãs?”.
A sede de isolamento parece crescer toda vez que a sociedade entra em turbilhão. Os judeus essênios se retiraram para o deserto nos dias de Jesus; Buda afastou-se de todos para se purificar de ilusões sociais; Gandhi mantinha silêncio total às segundas-feiras, prática que não interrompeu nem para reunir-se com o rei da Inglaterra.
A solitude arranca todas as máscaras e disfarces e quebra dependências desnecessárias aos bens materiais. Henry Thoreau demonstrou uma mistura peculiar de ascetismo, amor à natureza e autoconfiança. Um dos amigos dele comentou que Thoreau aproveitava mais 10 minutos passados com um rouxinol do que a maioria dos homens desfrutaria em uma noite com Cleópatra. Thoreau insistia: “Nunca encontrei companheiro tão agradável quanto a solitude”.
No fim do século 18 e início do 19, os ingleses da baixa nobreza contratavam “eremitas de ornamentação”. Reconhecendo o valor da solitude, mas sem disposição para suportar os rigores que ela impõe, os ricos abrigavam esses substitutos em pequenas habitações nos jardins luxuosos. Se você não pode se dedicar a uma vida de simplicidade e oração, por que não pagar alguém para fazer isso em seu lugar?
Thomas Merton foi o melhor apologista da vida de solitude em nosso século. Considerava a vida em sociedade um verdadeiro sacrifício e solicitava constantemente o privilégio da solitude, que só lhe foi concedido após 24 anos. Merton ansiava por se unir aos “homens nesta terra miserável, tumultuada e cruel, homens que saboreavam a alegria maravilhosa do silêncio e da solitude, que habitavam em celas nas montanhas esquecidas, em monastérios isolados, onde notícias, desejos, apetites e conflitos do mundo não os alcançavam”. Ainda assim, insistia que “a única justificativa para uma vida de solitude deliberada é a convicção de que ela ajudará a amar não apenas a Deus, mas também o semelhante”.
Merton provou que a vida de solitude não leva, necessariamente, ao isolamento ou à estranheza. Nosso século não conheceu observador da política, da cultura e da religião mais preciso do que esse monge que raramente falava e não deixava quase nunca o monastério.
Fico surpreso por a Igreja não ter reagido ao tumulto do século que termina com um movimento rumo à solitude. Elias, Moisés e Jacó encontraram-se com Deus quando estavam sozinhos. O apóstolo Paulo, João Batista e o próprio Jesus saíram para o deserto em busca de alimento espiritual.
É fato certo que dominamos a relevância. As páginas de organizações religiosas na internet são um primor técnico. Novos grupos de música cristã brotam aos montes, em resposta à menor alteração cultural. O que aconteceria se buscássemos um pouco de irrelevância?
O que aconteceria se todos os cristãos fizessem uma caminhada de duas horas pela natureza todas as semanas, sem falar? Ou se, como Gandhi, observássemos um dia de silêncio? Ele escolheu as segundas-feiras. O que aconteceria se ficássemos em silêncio todos os domingos, depois da Escola Dominical? Sendo ainda mais radical, o que aconteceria se silenciássemos todos os eventos esportivos da televisão e do rádio nos domingos?
É melhor que eu pare por aqui. Como os eremitas nos mostram, essas disciplinas espirituais podem sair de nosso controle.
Um ser vivo parasita é aquele que retira sua subsistência de outro ser vivo sem dar nada em troca - a não ser prejuízos. Costuma causar doenças, tanto por debilitar seu hospedeiro com seu aproveitamento indiscriminado quanto por transmitir agentes patógenos ou substâncias tóxicas.
Parasitas podem até mesmo causar a morte daquele de quem se aproveitam. Mas eis aqui uma ironia. A morte daquele de quem tiram seu sustento significa sua própria morte, pois eles geralmente não têm outra opção de sobrevivência. Algumas espécies conhecidas de parasitas intestinais chegam a não ter órgãos que não sejam os digestivos e reprodutores, tamanha sua dependência do hospedeiro.
Um blogueiro parasita é aquele que depende da criatividade de outro pra sobreviver. Ele já não vê necessidade em trabalhar sua capacidade, pois suas habilidades não são mais de criação, mas são técnicas parasíticas: sucção indiscriminada de palavras, aproveitamento descarado e e sem referência de textos alheios e surrupiamento sutil de boas idéias. Blogueiros parasitas também matam. Assassinam a dignidade, criatividade e confiabilidade da blogosfera.
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Contamos com vocês! Dúvidas ou sugestões, deixe nos comentários.
A gente sabe que muitos que fazem parte da Blogosfera Cristã são líderes de ministérios, webdesigners, missionários, etc. Alguns desses usam blogs como suas páginas pessoais ou para divulgar o trabalho de suas equipes. Pra vocês, uma dica rápida e prática.
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